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	<title>Comentários em: Outlier: reconstrução de memória</title>
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		<title>Por: Ant.º das Neves Castanho</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/outlier-reconstrucao-de-memoria/comment-page-1/#comment-1093</link>
		<dc:creator>Ant.º das Neves Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 17:54:49 +0000</pubDate>
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		<description>Saliento apenas a curiosa coincidência entre os seis meses decorridos sobre a primeira interpretação do documento da SEDES e os seis meses propugnados por Manuela Ferreira Leite para &quot;arrumar a casa&quot; sem o empecilho da Democracia - uma maçada! - e, consequentemente, das Eleições.


      Proponho ainda uma moratória equivalente para o funcionamento do próprio Estado de Direito, nem são precisos seis meses (pessoalmente apenas preciso de alguns dias) para todos nós regularmos os nossos assuntos pessoais mais delicados até ao feliz regresso triunfante, de novo, do Estado de Direito Intermitente.


        A DEMOCRACIA INTERMITENTE: o primeiro grande conceito político verdadeiramente REVOLUCIONÁRIO dos alvores do Terceiro Milénio? E logo, por sorte, viu a luz no nosso Portugalzinho, esquecido do Progresso (material e intelectual)?...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Saliento apenas a curiosa coincidência entre os seis meses decorridos sobre a primeira interpretação do documento da SEDES e os seis meses propugnados por Manuela Ferreira Leite para &#8220;arrumar a casa&#8221; sem o empecilho da Democracia &#8211; uma maçada! &#8211; e, consequentemente, das Eleições.</p>
<p>      Proponho ainda uma moratória equivalente para o funcionamento do próprio Estado de Direito, nem são precisos seis meses (pessoalmente apenas preciso de alguns dias) para todos nós regularmos os nossos assuntos pessoais mais delicados até ao feliz regresso triunfante, de novo, do Estado de Direito Intermitente.</p>
<p>        A DEMOCRACIA INTERMITENTE: o primeiro grande conceito político verdadeiramente REVOLUCIONÁRIO dos alvores do Terceiro Milénio? E logo, por sorte, viu a luz no nosso Portugalzinho, esquecido do Progresso (material e intelectual)?&#8230;</p>
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		<title>Por: João Cerqueira</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/outlier-reconstrucao-de-memoria/comment-page-1/#comment-1087</link>
		<dc:creator>João Cerqueira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 20:21:57 +0000</pubDate>
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		<description>Do artigo de Rui Tavares constato que de uma só penada desanca os principais colunistas da direita lusa. Forte e feio!
Pulido Valente, que é equiparado a Herman José (qual dos dois se terá sentido mais ofendido?), certamente não lhe responderá. Porém, dos demais visados é de esperar o correspondente contra-ataque . Feio e forte!
Estando mais próximo das posições de Tavares do que das dos mencionados pensadores (todos eles com provas intelectuais dadas), a maioria dos quais tolerou a Guerra do Iraque e apoiou o ex-presidente Bush _ o homem que mais danos causou à América e aos valores ocidentais de liberdade e democracia _ posição tão absurda e contrária aos valores liberais que apenas a posso conceber como uma reacção natural contra os esquerdistas, tal como estes, sob o peso da concomitante canga ideológica, parecem naturalmente desconfiar da autoridade, da polícia e dos tribunais, tudo metido no mesmo saco e equiparado a autoritarismo, ou até fascismo, concordo sem esforço existir falta de coragem democrática em Portugal.
Porém, puxando agora a brasa para a minha sardinha (pois já dei aulas num liceu e espero voltar a dá-las noutros locais menos violentos e aonde se façam exames), e aproveitando a onda de contestação às reformas educativas, gostaria que tal coragem política fosse aplicada numa grande reforma democrática do sistema de ensino, o qual, segundo todos os rankings internacionais é de qualidade baixa, ou fraco. E, na minha modesta opinião, a principal reforma a fazer_ existindo decerto outras muito importantes_ é a de criar condições mínimas dentro da sala de aula para qualquer professor poder ensinar, tarefa que nenhum ser humano conseguirá levar a cabo se tiver de interromper a aula a cada dois minutos (ou menos), ser insultado, ameaçado e até agredido (quer pelos alunos, quer pelos seus progenitores ou familiares). Algo semelhante acontece às vezes nas discussões televisivas sobre futebol, quando todos começam a berrar uns com os outros_ a bandalheira instala-se e nada de instrutivo brota de semelhantes cenas tristes. 
Pois na maioria das escolas portuguesas o cenário é idêntico, radicando aqui a principal causa do insucesso escolar, dos alunos chegarem às universidades sem saberem escrever uma frase ou entender um texto (às vezes nem sequer se conseguem expressar com lógica) e de na televisão os pais de alunos vindos de outros sistemas de ensino onde a balbúrdia não é tolerada, há castigos reais para quem prevarica, e quem não estuda reprova mesmo, dizerem, condescendentes, que «a escola portuguesa é uma brincadeira».
E neste assunto tão vital para o desenvolvimento de Portugal quem tem razão são os supraditos colunistas da direita, ainda que possam ter uma visão elitista do ensino, pois o estado de desrespeito pelos professores_ bem patente nas cartas que estes endereçam para os jornais_ é directamente proporcional à ignorância com que os alunos saem da escola. Quanto à esquerda, por regra, prefere desvalorizar a importância da autoridade e insistir em métodos pedagógicos susceptíveis de resolver todos os problemas de indisciplina, educar aqueles que nas suas casas insultam e batem na própria mãe. Ante propostas tão vagas e tão pouco fundamentadas, apetece então perguntar: será que alguma vez consultaram a bibliografia sobre o assunto? Sabem por acaso o que é o Time-out ou em que consistiu a experiência de Summerhill? 
E o que será destes jovens malcriados e ignorantes quando enfrentarem as leis do mercado e os regulamentos das empresas? Rua, é claro. Quem depois lhes valerá? Quem, afinal, tentou defendê-los?
Urge sim coragem democrática e as respectivas reformas caro Rui Tavares, começando por tornar a escola portuguesa um local onde se possa realmente aprender, no qual todos tenham as mesmas oportunidades e se respeitem_ palavra mágica, Respeito. O problema é que mesmo em democracia há regras e castigos, práticas indispensáveis para a construção de qualquer bom sistema de ensino ou, indo mais longe, de um país próspero e decente. E quando democraticamente os alunos violentos ou malcriados começassem a ser punidos (por exemplo com serviços cívicos na própria escola), ia cair o Carmo e a Trindade. Certa esquerda não iria tolerar esse regresso ao «fascismo».
Porém, não existe outra solução (que haja sido testada).
Quem terá coragem democrática para o fazer?

João Cerqueira</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Do artigo de Rui Tavares constato que de uma só penada desanca os principais colunistas da direita lusa. Forte e feio!<br />
Pulido Valente, que é equiparado a Herman José (qual dos dois se terá sentido mais ofendido?), certamente não lhe responderá. Porém, dos demais visados é de esperar o correspondente contra-ataque . Feio e forte!<br />
Estando mais próximo das posições de Tavares do que das dos mencionados pensadores (todos eles com provas intelectuais dadas), a maioria dos quais tolerou a Guerra do Iraque e apoiou o ex-presidente Bush _ o homem que mais danos causou à América e aos valores ocidentais de liberdade e democracia _ posição tão absurda e contrária aos valores liberais que apenas a posso conceber como uma reacção natural contra os esquerdistas, tal como estes, sob o peso da concomitante canga ideológica, parecem naturalmente desconfiar da autoridade, da polícia e dos tribunais, tudo metido no mesmo saco e equiparado a autoritarismo, ou até fascismo, concordo sem esforço existir falta de coragem democrática em Portugal.<br />
Porém, puxando agora a brasa para a minha sardinha (pois já dei aulas num liceu e espero voltar a dá-las noutros locais menos violentos e aonde se façam exames), e aproveitando a onda de contestação às reformas educativas, gostaria que tal coragem política fosse aplicada numa grande reforma democrática do sistema de ensino, o qual, segundo todos os rankings internacionais é de qualidade baixa, ou fraco. E, na minha modesta opinião, a principal reforma a fazer_ existindo decerto outras muito importantes_ é a de criar condições mínimas dentro da sala de aula para qualquer professor poder ensinar, tarefa que nenhum ser humano conseguirá levar a cabo se tiver de interromper a aula a cada dois minutos (ou menos), ser insultado, ameaçado e até agredido (quer pelos alunos, quer pelos seus progenitores ou familiares). Algo semelhante acontece às vezes nas discussões televisivas sobre futebol, quando todos começam a berrar uns com os outros_ a bandalheira instala-se e nada de instrutivo brota de semelhantes cenas tristes.<br />
Pois na maioria das escolas portuguesas o cenário é idêntico, radicando aqui a principal causa do insucesso escolar, dos alunos chegarem às universidades sem saberem escrever uma frase ou entender um texto (às vezes nem sequer se conseguem expressar com lógica) e de na televisão os pais de alunos vindos de outros sistemas de ensino onde a balbúrdia não é tolerada, há castigos reais para quem prevarica, e quem não estuda reprova mesmo, dizerem, condescendentes, que «a escola portuguesa é uma brincadeira».<br />
E neste assunto tão vital para o desenvolvimento de Portugal quem tem razão são os supraditos colunistas da direita, ainda que possam ter uma visão elitista do ensino, pois o estado de desrespeito pelos professores_ bem patente nas cartas que estes endereçam para os jornais_ é directamente proporcional à ignorância com que os alunos saem da escola. Quanto à esquerda, por regra, prefere desvalorizar a importância da autoridade e insistir em métodos pedagógicos susceptíveis de resolver todos os problemas de indisciplina, educar aqueles que nas suas casas insultam e batem na própria mãe. Ante propostas tão vagas e tão pouco fundamentadas, apetece então perguntar: será que alguma vez consultaram a bibliografia sobre o assunto? Sabem por acaso o que é o Time-out ou em que consistiu a experiência de Summerhill?<br />
E o que será destes jovens malcriados e ignorantes quando enfrentarem as leis do mercado e os regulamentos das empresas? Rua, é claro. Quem depois lhes valerá? Quem, afinal, tentou defendê-los?<br />
Urge sim coragem democrática e as respectivas reformas caro Rui Tavares, começando por tornar a escola portuguesa um local onde se possa realmente aprender, no qual todos tenham as mesmas oportunidades e se respeitem_ palavra mágica, Respeito. O problema é que mesmo em democracia há regras e castigos, práticas indispensáveis para a construção de qualquer bom sistema de ensino ou, indo mais longe, de um país próspero e decente. E quando democraticamente os alunos violentos ou malcriados começassem a ser punidos (por exemplo com serviços cívicos na própria escola), ia cair o Carmo e a Trindade. Certa esquerda não iria tolerar esse regresso ao «fascismo».<br />
Porém, não existe outra solução (que haja sido testada).<br />
Quem terá coragem democrática para o fazer?</p>
<p>João Cerqueira</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luísa S.</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/outlier-reconstrucao-de-memoria/comment-page-1/#comment-1086</link>
		<dc:creator>Luísa S.</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 18:45:53 +0000</pubDate>
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		<description>Gostei do artigo, Rui e das críticas ao VPV e JPC. Aliás ainda estou para saber como é que o Pereira Coutinho escreve na Folha de São Paulo e é doutorado em Ciência Política - mas estará tudo doido? Esclarece-nos Rui.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei do artigo, Rui e das críticas ao VPV e JPC. Aliás ainda estou para saber como é que o Pereira Coutinho escreve na Folha de São Paulo e é doutorado em Ciência Política &#8211; mas estará tudo doido? Esclarece-nos Rui.</p>
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