Iconologia do nacional-fanfarronismo

Via arrastão:

«O PNR colocou hoje um novo outdoor contra os suspeitos do costume: os estrangeiros. Curiosamente, foram copiar um cartaz de um partido suiço.»

O PNR junta a falta de originalidade à falta de credibilidade política de um partido mais do que manchado por ligações antigas, e suspeitas de ligações recentes, à violência e ao mundo do crime. Já agora, vale a pena notar os seguintes aspectos formais: enquanto o racistazeco suiço precisa de dois acompanhantes passivos que o vejam expulsar o imigrante negro (apenas um), o racistazão português imagina-se inteiramente sozinho a expulsar as hordas de imigrantes (mais uma vez, negros, meia-dúzia deles) que nos servem o café, constroem os prédios, cuidam dos idosos nos lares e (às vezes) tornam tudo isto um pouco menos pesado.

 

Adenda: é evidente que o dito cartaz é uma incitação ao racismo e à violência. Mas isto neste país não deve preocupar ninguém, o que é realmente grave é o politicamente correcto, o feminismo e outras coisas assim que estão fartas de provocar vítimas.

6 Respostas a “Iconologia do nacional-fanfarronismo”


  • Lamento discordar, mas o PNR foi roubar a ideia ao Lusitânia Insólita :-p

  • concordo plenamente com o que disse, só não percebi como é que surgiu a analogia com o feminismo…

  • No cartaz suiço, os dois mostronços que olham o agressor com cara de parvos não são racistas como ele. Somos nós, os que não compreendemos bem nem as razões nem a atitude de mandar os pretos para fora das fronteiras. Quem criou o cartaz tem esperanças (fundadas?) de que um dia os outros dois se juntem a ele na distribuição do coice.
    O “racistazão” é bronco demais. Talvez por isso chegue a ser assustador quando lhe vemos a dentuça amarela.

  • Porque é que estamos todos á espera que os Gato Fedorento venham salvar a face de Portugal uma vez mais face a este abuso?

  • Agora percebe-se melhor o timming de lançamento deste cartaz! Era preciso tenttar desviar as atenções da leitura da sentença dos skin-heads, com assumidas ligações ao PNR, que foram condenados a vários anos de prisão. Aliás, o próprio presidente(?) do PNR veio aos microfones da antena 1 dizer que era uma “perseguição aos jovens nacionalistas”.

    Que mais provas é que são necessárias para que o TC avance para a ilegalização do PNR como organização criminosa e em clara violação do artigo 46º da Constituição (a proibição de partidos racistas e fascistas)?

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