[A partir da meia-noite estará aqui o meu texto de hoje no Público. Mas os leitores já podem ir deixando os seus comentários neste espaço.]
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- Filipe Lopes publicou no grupo Agenda e notícias d'O Contador de Histórias. 10 de Fevereiro de 2012
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Como é já usual nos seus textos a emissão de ideias que me agradam continuam. Um pequeno reparo se me permite em relação ao título Mercados na rua que é revelador de algum desconhecimento da cidade de que fala. Lembro apenas a feira da ladra bem perto da baixa às terças e sábados. Lembro ainda uma outra que talvez pense ser fora da cidade mas não é «A Feira do relógio» aos Domingos e a já agora ainda mais longe da Baixa mas ainda em Lisboa a Feira das Galinheiras. E já agora a feira de Carnide no Largo da Luz. esqueço-me de uma série de feiras de coleccionismo que foram em má hora retiradas das arcadas da Praça do Comércio. O que deverá ser discutido são as condições em que são realizados esses mercados. Mas que existem, existem!
É uma pena num texto de pessoa tão sabedora um deslise tão revelador desconhecimento. Quanto ao resto concordo sem condições e acho a ideia de uma escola (Universidade ou não) de estudos olisiponeses muito boa.
Domingos Barreira
Muito bom o artigo no Publico, esperamos pela boa continuação.Lisboa merece.
Sugere-se uma visita ao blog dos funcionarios em Falar Alto
http://cm-lisboa.blogspot.com
Lá tmabém encontrará algumas ideias para a autarquia.
Bom texto e boas ideias!
Aqui ficam mais algumas de alguém que já vive à mais de 10 anos em Lisboa e começa a ficar cansado da cidade:
- Mais espaços verdes e melhor aproveitamento dos que já existem. Os Lisboetas gostam de espaços verdes (basta ir a Belém ou Monsanto aos fins de semana para o confirmar), mas estes escasseiam; ainda por cima temos um clima excepcional.
- Rede de ciclovias nas zonas mais planas da cidade que permita às pessoas usar a bicicleta como meio de transporte alternativo ou simplesmente para lazer.
- Última ideia já mais discutida: minimizar o espaço ocupado pelo Porto de Lisboa, e criar espaços verdes + ciclovias ao longo de todo o rio Tejo, desde a Expo até Belém.
Jorge Xará
Rui Tavares
Se não for pedir muito, responde-me a uma curiosidade : és lisboeta?
Não é pedir muito. Lisboeta, nascido na freguesia de Campo Grande (Hospital de Sta. Maria). Infância e adolescência na Freg. São João. Escola na Penha de França. Residência na Graça. Tirando quatro anos numa aldeia ribatejana e quatro no estrangeiro, a minha vida é aqui, a 5 minutos da Feira da Ladra. O que me permite responder à primeira questão: eu não estava a falar de feiras, como a do Relógio e da Ladra, mas mercados propriamente ditos. Mercados de frescos de queijos, de flores, de enchidos. É possível faz^-los higiénicos e práticos.
Replico de um dia útil atrás:
Há um precioso, e pequeno, texto escrito pelo Paulo Varela Gomes (permita-me ele esta intimidade) e que deveria servir de emenda. Para Lisboa.
Cito “É preciso abandonar as ideias de riqueza, legibilidade dos limites, ordem das formas, clareza dos percursos, características da paisagem europeia.
O nosso território é pobre, sem monumentalidade, misto e indistinto, confuso e fluido.”
“Lisboa, por exemplo, tem de sair das mãos de decisores e executantes que pensam em barcelona, Bruxelas ou Roma. A Europa de Lisboa é Marraquexe, Istambul e Nápoles.”
Para princípio nada melhor.
Mercados como o da Ribeira ou de Alvalade mas na rua como na Feira do relógio?
Boa ideia!
Mas se quiser matar a curiosidade sem problemas de claustrofobia pode comprar os frescos nessas feiras que referi no primeiro post. Ou será que nunca foi a uma dessas feiras por pensar que é só ciganos a vender T-shirts.
Domingos Barreira
Caro Rui Tavares,
As suas propostas são simples, práticas e boas! Até me custa a crer que escreva para o Público…
Sr. Domingos B., Já percebi que vai à Feira da Ladra, mas já foi a alguma das feiras de que fala o Rui Tavares, dessas que vi em Paris, Amsterdam ou Londres? Quere-me cá parecer que não. Mesmo que tenha ido, acha mal melhorar as que temos? Chateia essa forma de estar na vida a embirrar com tudo.
Em relação a ser lisboeta ou não, olhe, não nasci cá, tenho 34 anos e vivo cá à 19 anos, isso faz de mim menos lisboeta que o sr.? Quere-me cá parecer que é daqueles que apoiam aquelas ideias que tanto prejudicam a integração dos movimentos migratórios saudaveis! A sua concepção não me parece de todo o melhor para uma Cidade que sempre acolheu e tornou sua gentes de todo lado! Vá ler a História de Lisboa!
:-)
Não sei se isto lhe chegará às mãos. Ou aos olhos. Percebo (muito) pouco de blogs e similares. Só sei escrever. Alinhar letras e palavras, formando opiniões e sensibilidades. Sempre o fui lendo e apreciando, a si, Rui Tavares, ao longo dos Públicos e dos Tempos. Mais fácilmente localizável noutros públicos e noutros tempos, não era Pingue-pongue o nome do espaço.
Rui Tavares/Helena Matos é um match? Ainda não percebi. Virá daí o nome de pingue-pongue? Se eu fosse mal educado, perguntar-me(lhe)-ia porque não discutem um com o outro na intimidade relativa da redacção ou de um Café qualquer. Assim limito-me a subscrevê-lo, a si, Rui Tavares e a não ter (também já) paciência para reaccionarismos de elite, para a Direita, enfim, pura e dura, mal assumida, mal refeita, sempre desonesta e desapiedada. Sem valores, sem referências e sem humanidade. Sobretudo sem humanidade.
Acho que pode (ia a dizer “deve”, desculpe-me) apear-se destas diatribes e escrever com a sua lucidez de sempre – para nosso prazer de simples leitores.
Claro que escrever num jornal dirigido por um reaccionário como o JM Fernandes (bem, não chega ao nível de um Luís Delgado, ainda lhe falta algum percurso) deve ser difícil e terrível. Ao contrário de si, eu posso dizer estas coisas – com o estatuto de simples leitor e frequentador de uma recém-democracia periclitante embora – não me leve a mal e queira continuar. Eu e muitos amigos meus compramos o Público também para saber de si.
Um abraço
Carlos Reis