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	<title>Comentários em: Arquipélagos</title>
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		<title>Por: M.F.</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/arquipelagos/comment-page-1/#comment-1461</link>
		<dc:creator>M.F.</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 23:32:32 +0000</pubDate>
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		<description>Gosto muito de ler as suas crónicas mas, desta vez, acho que &quot;se esticou&quot; um bocado. Foi buscar conceitos bastante na moda - fuzzy concepts - como os arquipélagos (do Veltz) a algumas ideias um pouco nebulosas do guru do momento, Richard Florida para mandar uns palpites vagos e sem grande nexo, metendo um pouco a foice em seara alheia sem a capacidade crítica para distinguir o trigo do joio. Foi buscar um par de visões futuristas que alguns políticos afastados do país real gostam de às vezes trazer para os debates para dar um ar de erudição e estratégia. Chocou-me imenso porque não o achava propenso a estas coisas. Achava que pensava sempre pela sua cabeça e com os pés na terra ou mesmo dentro de um automóvel a atravessar o país e a península e a olhar objectivamente para a sua geografia. Espero que não vá muito por aí ou perde a credibilidade. Já há tão pouca gente a dizer coisas interessantes e com quem a gente aprenda alguma coisa!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gosto muito de ler as suas crónicas mas, desta vez, acho que &#8220;se esticou&#8221; um bocado. Foi buscar conceitos bastante na moda &#8211; fuzzy concepts &#8211; como os arquipélagos (do Veltz) a algumas ideias um pouco nebulosas do guru do momento, Richard Florida para mandar uns palpites vagos e sem grande nexo, metendo um pouco a foice em seara alheia sem a capacidade crítica para distinguir o trigo do joio. Foi buscar um par de visões futuristas que alguns políticos afastados do país real gostam de às vezes trazer para os debates para dar um ar de erudição e estratégia. Chocou-me imenso porque não o achava propenso a estas coisas. Achava que pensava sempre pela sua cabeça e com os pés na terra ou mesmo dentro de um automóvel a atravessar o país e a península e a olhar objectivamente para a sua geografia. Espero que não vá muito por aí ou perde a credibilidade. Já há tão pouca gente a dizer coisas interessantes e com quem a gente aprenda alguma coisa!</p>
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		<title>Por: gui castro felga</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/arquipelagos/comment-page-1/#comment-1440</link>
		<dc:creator>gui castro felga</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 13:34:38 +0000</pubDate>
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		<description>outra questão que se levanta (a nós de esquerda) é o facto de termos as cidades a encher, por todo o mundo, dada a tal capacidade de atracção de que falavas, e o esvaziamento das zonas de &#039;não cidade&#039;... Sendo que, a nível global, não consta que o exodo rural tenha trazido mais valias na qualidade media de vida (pelo menos para as populações mais pobres)... 

será que o sprawl, a extensão sempiterna das cidades, que obriga a comutações e movimentos pendulares cada vez maiores (dependentes dos automóveis, muitas vezes), que degenera zonas que eram outrora independentes socialmente das cidades, em &#039;suburbios-dormitórios&#039;, is this the only way to go? 

eu não sei, mas se calhar até deviamos começar mesmo a pensar de que forma por exemplo os avanços técnicos informáticos (e a capacidade de trabalhar online, e de mandar ficheiros cada vez maiores digitalmente) poderiam permitir o trabalho à distância, a vida mais perto do sítio que se escolheu para morar - talvez aí as pessoas fossem mais livres no espaço, talvez reduzissemos as necessidades de deslocações constantes e permanentes (e a sua consequente pegada ecológica). isto é que era um bom tópico para uns belos brainstormings... beijinho (então e a vida nova???)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>outra questão que se levanta (a nós de esquerda) é o facto de termos as cidades a encher, por todo o mundo, dada a tal capacidade de atracção de que falavas, e o esvaziamento das zonas de &#8216;não cidade&#8217;&#8230; Sendo que, a nível global, não consta que o exodo rural tenha trazido mais valias na qualidade media de vida (pelo menos para as populações mais pobres)&#8230; </p>
<p>será que o sprawl, a extensão sempiterna das cidades, que obriga a comutações e movimentos pendulares cada vez maiores (dependentes dos automóveis, muitas vezes), que degenera zonas que eram outrora independentes socialmente das cidades, em &#8217;suburbios-dormitórios&#8217;, is this the only way to go? </p>
<p>eu não sei, mas se calhar até deviamos começar mesmo a pensar de que forma por exemplo os avanços técnicos informáticos (e a capacidade de trabalhar online, e de mandar ficheiros cada vez maiores digitalmente) poderiam permitir o trabalho à distância, a vida mais perto do sítio que se escolheu para morar &#8211; talvez aí as pessoas fossem mais livres no espaço, talvez reduzissemos as necessidades de deslocações constantes e permanentes (e a sua consequente pegada ecológica). isto é que era um bom tópico para uns belos brainstormings&#8230; beijinho (então e a vida nova???)</p>
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		<title>Por: Paulo Granjo</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/arquipelagos/comment-page-1/#comment-1437</link>
		<dc:creator>Paulo Granjo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 12:25:21 +0000</pubDate>
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		<description>Uma prenda para ti em http://antropocoiso.blogspot.com/2009/07/obrigado.html

Abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma prenda para ti em <a href="http://antropocoiso.blogspot.com/2009/07/obrigado.html" rel="nofollow">http://antropocoiso.blogspot.com/2009/07/obrigado.html</a></p>
<p>Abraço.</p>
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		<title>Por: Nuno</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/arquipelagos/comment-page-1/#comment-1436</link>
		<dc:creator>Nuno</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 02:54:10 +0000</pubDate>
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		<description>A ligação de Portugal à Galiza em tudo faz sentido. Já existe uma linha de Madrid para Valhadolid. Se nos ligarmos por Sul/Lisboa ao arquipélago de Madrid, que por sua vez se liga ao de Barcelona, mais tarde, Espanha fará concerteza a ligação de Valhadolid à Galiza, completando assim o anel.

Estes velhos arquipélagos urbanos, resultam de determinadas características geográficas, que facilitam a existência de vias de comunicação. Se não pertencemos ao arquipélago de Madrid é porque esta cidade foi uma criação recente, resultado de uma vontade politica e não espontânea. Assim temos nós que, com algum esforço, promover essa ligação, fortalecendo essas vias de comunicação que em tudo nos irão beneficiar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A ligação de Portugal à Galiza em tudo faz sentido. Já existe uma linha de Madrid para Valhadolid. Se nos ligarmos por Sul/Lisboa ao arquipélago de Madrid, que por sua vez se liga ao de Barcelona, mais tarde, Espanha fará concerteza a ligação de Valhadolid à Galiza, completando assim o anel.</p>
<p>Estes velhos arquipélagos urbanos, resultam de determinadas características geográficas, que facilitam a existência de vias de comunicação. Se não pertencemos ao arquipélago de Madrid é porque esta cidade foi uma criação recente, resultado de uma vontade politica e não espontânea. Assim temos nós que, com algum esforço, promover essa ligação, fortalecendo essas vias de comunicação que em tudo nos irão beneficiar.</p>
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		<title>Por: um leitor</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/arquipelagos/comment-page-1/#comment-1435</link>
		<dc:creator>um leitor</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 00:11:02 +0000</pubDate>
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		<description>A geografia e a escala são questões, de facto, fundamentais. Unidades não nacionais são bem-vindas à praça pública. 
Mas sem ver os números e perceber como foram calculados é difícil de comentar: onde se pode encontrar o texto que apresenta esses &quot;valores económicos&quot;?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A geografia e a escala são questões, de facto, fundamentais. Unidades não nacionais são bem-vindas à praça pública.<br />
Mas sem ver os números e perceber como foram calculados é difícil de comentar: onde se pode encontrar o texto que apresenta esses &#8220;valores económicos&#8221;?</p>
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	<item>
		<title>Por: JP Santos</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/arquipelagos/comment-page-1/#comment-1433</link>
		<dc:creator>JP Santos</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 17:32:06 +0000</pubDate>
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		<description>Sinceramente gostei bastante do artigo com que concordo nos pontos que julgo essenciais, nomeadamente quando, contrariamente a muitas das análises que tenho visto, coloca como prioridade &quot;amarrar o eixo Lisboa-Porto-Corunha&quot;, ponto relativamente ao qual apenas questionarei se a diferença de custo do TGV face às ditas linhas de &quot;velocidade alta&quot; (+ 200 km/h) justificará a diferença de custos, concordando que tal como resulta do post para este &quot;amarrar&quot; não bastará o TGV.
No que diz respeito à ligação Lisboa-Madrid confesso que de acordo com a informação que fui reunindo me parece que não se justifica actualmente a sua construção, sendo portanto preferível a aposta em investimentos alternativos. O que naturalmente não significa que no futuro (dentro de 5, 10 ou 20 anos) a evolução da potencial utilização deste eixo não venha a justificar a sua construção.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sinceramente gostei bastante do artigo com que concordo nos pontos que julgo essenciais, nomeadamente quando, contrariamente a muitas das análises que tenho visto, coloca como prioridade &#8220;amarrar o eixo Lisboa-Porto-Corunha&#8221;, ponto relativamente ao qual apenas questionarei se a diferença de custo do TGV face às ditas linhas de &#8220;velocidade alta&#8221; (+ 200 km/h) justificará a diferença de custos, concordando que tal como resulta do post para este &#8220;amarrar&#8221; não bastará o TGV.<br />
No que diz respeito à ligação Lisboa-Madrid confesso que de acordo com a informação que fui reunindo me parece que não se justifica actualmente a sua construção, sendo portanto preferível a aposta em investimentos alternativos. O que naturalmente não significa que no futuro (dentro de 5, 10 ou 20 anos) a evolução da potencial utilização deste eixo não venha a justificar a sua construção.</p>
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		<title>Por: João André</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/arquipelagos/comment-page-1/#comment-1430</link>
		<dc:creator>João André</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 08:24:08 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Rui,

o comentário não serve para falar deste texto (de que gostei, como a generalidade dos seus textos) mas antes para lhe enviar o link para um outro, que reflecte sobre as falhas do jornalismo na detecção da crise financeira e as responsabilidades dos jornalistas na informação sobre a mesma.

O texto é da autoria de José Carlos Matias (confesso, um amigo) e serviu de base para a sua intervenção no Asia-Media Summit. Aqui fica o link para o post no blog do autor, onde o link para o texto pode ser encontrado:

http://sinico.blogspot.com/2009/07/crise-financeira-e-o-jornalismo.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Rui,</p>
<p>o comentário não serve para falar deste texto (de que gostei, como a generalidade dos seus textos) mas antes para lhe enviar o link para um outro, que reflecte sobre as falhas do jornalismo na detecção da crise financeira e as responsabilidades dos jornalistas na informação sobre a mesma.</p>
<p>O texto é da autoria de José Carlos Matias (confesso, um amigo) e serviu de base para a sua intervenção no Asia-Media Summit. Aqui fica o link para o post no blog do autor, onde o link para o texto pode ser encontrado:</p>
<p><a href="http://sinico.blogspot.com/2009/07/crise-financeira-e-o-jornalismo.html" rel="nofollow">http://sinico.blogspot.com/2009/07/crise-financeira-e-o-jornalismo.html</a></p>
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		<title>Por: jj.amarante</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/arquipelagos/comment-page-1/#comment-1429</link>
		<dc:creator>jj.amarante</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 11:18:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://ruitavares.net/?p=846#comment-1429</guid>
		<description>Já não era sem tempo que alguém aparecesse a apontar que a vantagem do TGV em Portugal seria aumentar a coesão de áreas de península ibérica e não a ligação a uma rede europeia de TGVs. Ir de Lisboa a Paris de TGV não é alternativa ao avião. Mesmo para Barcelona já é duvidoso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já não era sem tempo que alguém aparecesse a apontar que a vantagem do TGV em Portugal seria aumentar a coesão de áreas de península ibérica e não a ligação a uma rede europeia de TGVs. Ir de Lisboa a Paris de TGV não é alternativa ao avião. Mesmo para Barcelona já é duvidoso.</p>
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	<item>
		<title>Por: José Martins</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/arquipelagos/comment-page-1/#comment-1428</link>
		<dc:creator>José Martins</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 10:04:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://ruitavares.net/?p=846#comment-1428</guid>
		<description>Há dias, pensei nesse conceito de arquipélagos ao olhar para a linha de trâmuei que liga Alicante a Dénia, passando por Benidorm. Uma centena de quilómetros de metro de superfície que facilita extraordinariamente a mobilidade ao longo de toda a na Costa Blanca espanhola.
Encontramos essa mesma ideia genial ao longo de toda a costa belga entre Knokke e De Panne, ou seja, entre a fronteira holandesa e a fronteira francesa. Podemos assim facilmente passar um dia de praia em Nieuwpoort e ir almoçar uma caçarola de mexilhões a Zeebrugges. 
É precisamente este tipo de transportes públicos de proximidade que se deveria desenvolver entre nós. É certo que já temos um trâmuei do Porto à Póvoa do Varzim. Já é um bom começo. Mas, penso que não chocaria ninguém se fosse projectada uma linha do mesmo tipo, por exemplo entre Aveiro e as Caldas da Rainha, “amarrando” assim as nossas mais belas praias da Costa de Prata.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há dias, pensei nesse conceito de arquipélagos ao olhar para a linha de trâmuei que liga Alicante a Dénia, passando por Benidorm. Uma centena de quilómetros de metro de superfície que facilita extraordinariamente a mobilidade ao longo de toda a na Costa Blanca espanhola.<br />
Encontramos essa mesma ideia genial ao longo de toda a costa belga entre Knokke e De Panne, ou seja, entre a fronteira holandesa e a fronteira francesa. Podemos assim facilmente passar um dia de praia em Nieuwpoort e ir almoçar uma caçarola de mexilhões a Zeebrugges.<br />
É precisamente este tipo de transportes públicos de proximidade que se deveria desenvolver entre nós. É certo que já temos um trâmuei do Porto à Póvoa do Varzim. Já é um bom começo. Mas, penso que não chocaria ninguém se fosse projectada uma linha do mesmo tipo, por exemplo entre Aveiro e as Caldas da Rainha, “amarrando” assim as nossas mais belas praias da Costa de Prata.</p>
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