E se não tivéssemos desperdiçado as autárquicas?

A minha crónica de hoje é sobre estas eleições autárquicas. Aproveito para lembrar: não percam a oportunidade de votar no próximo domingo. Deixo abaixo um excerto do texto no Público.

“Nas autárquicas de há quatro anos, a notícia da noite foi a ultrapassagem de uma fasquia pelos movimentos independentes: com a vitória de Rui Moreira, apoiado pelo CDS mas à cabeça de uma lista apartidária, os independentes passavam a governar a segunda cidade do país. Lisboa já era então governada por uma confluência entre partidos e movimentos de cidadãos independentes, a partir do momento em que António Costa, e agora Fernando Medina, estabeleceram um compromisso para a capital com Helena Roseta do movimento Cidadãos por Lisboa e José Sá Fernandes, da associação Lisboa é Muita Gente (declaração de interesses: o LIVRE juntou-se este ano a essa candidatura, que também apoio pessoalmente). Se Portugal valorizasse mais as inovações políticas que trazem qualidade à democracia, talvez se tivesse notado que o nosso país foi pioneiro em soluções políticas locais, à esquerda ou à direita, que aqui parecem só ser notícia quando acontecem em Madrid, Barcelona, ou para lá dos Pirinéus.
Mas nas eleições autárquicas do próximo domingo, o que será notícia?”

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