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	<title>ruitavares.net</title>
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		<title>Corte uma perna</title>
		<description><![CDATA[Pois é: os salários são um custo. Mas também são uma fonte de procura.
“Quer perder vinte quilos de uma vez?” — diz a velha anedota, e responde: “corte uma perna!”
Nesta altura do campeonato já não espanta que a opinião dominante no nosso país seja uma versão desta anedota em teoria económica. Vários economistas, tão vociferantes [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/corte-uma-perna/</link>
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		<title>Está lá tudo</title>
		<description><![CDATA[O país tem cidadãos suficientes para que as coisas sejam bem feitas. Só que ninguém os quer ouvir.
Chamo a vossa atenção para uma reportagem de cinco minutos que passou em 2008 no programa “Biosfera” da RTP2. Pus uma reprodução dela no meu blogue (http://ruitavares.net) e há várias outras a correr pela internet. O tema dessa [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/esta-la-tudo-3/</link>
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		<title>Que ganhamos nós com isto?</title>
		<description><![CDATA[Mas sim, é possível que a negação chegue. Se o cansaço nos vencer.
Era fim de 1995, inícios de 1996, e eu era voluntário na primeira campanha de Jorge Sampaio nas presidenciais, contra Cavaco Silva. Estávamos reunidos numa sala a imaginar quem aceitaria manifestar o seu apoio ao nosso candidato no jornal de campanha. Entre vários [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/que-ganhamos-nos-com-isto/</link>
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		<title>Está aqui tudo, não é?</title>
		<description><![CDATA[Tranquilamente, atempadamente, sem populismos. Este país tem cidadãos suficientes para que as coisas se façam bem. Mas todo os nosso sistema deliberativo está feito às avessas, sem democracia, no maior dos desprezos pelo bem público.

]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/esta-aqui-tudo-nao-e/</link>
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		<title>A enxurrada</title>
		<description><![CDATA[E a lição política a tirar destas coisas — no país que viveu 1755 — é que para a próxima temos de nos sair melhor.

É um daqueles dias em que escrever sobre algo que não seja a Madeira parece impróprio. Mas também é um daqueles dias em que escrever sobre o que aconteceu na Madeira [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/a-enxurrada/</link>
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		<title>Os pobres que paguem a crise</title>
		<description><![CDATA[Tudo igual, com a diferença de já não ser preciso justificá-lo. Já não acontece “para nosso bem”. Acontece porque sim.

Lembram-se? No primeiro ato desta história diziam-nos algo assim: é preciso deixar os ricos contentes e todos ganharemos com isso. Por “ricos” entendia-se uma série de eufemismos: os “grandes empresários”, as “companhias mais dinâmicas”, os “investidores [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/os-pobres-que-paguem-a-crise/</link>
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		<title>O fim</title>
		<description><![CDATA[Uma história plausível não é nunca suficiente para condenar um cidadão, mas é mais do que suficiente para fazer um primeiro-ministro perder a confiança dos outros cidadãos.

Então é assim que Sócrates acaba.
Faz sentido. A imprensa foi sempre a sua grande fraqueza e — pelo menos após o “caso da licenciatura” — a sua grande causa [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/o-fim/</link>
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		<title>Onze perguntas frequentes sobre o acordo SWIFT</title>
		<description><![CDATA[Estamos a entrar numa nova era. É agora que se estão a construir as bases de dados do futuro, as práticas policiais do futuro, os usos e abusos de autoridade do futuro. E nós, na maior parte dos casos não damos por isso, porque esta é uma intrusão suave, mas determinada, na nossa esfera pessoal. [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/onze-perguntas-frequentes-sobre-o-acordo-swift/</link>
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		<title>Não pode passar em claro</title>
		<description><![CDATA[Tudo bem, os debates sobre escândalos de liberdade de imprensa atraem todo o tipo de oportunismos e interesseirismos. E padecem quase sempre de uma extraordinária falta de memória. No outro dia tive um debate com Nuno Melo em que ele se gabava de ter tentado debater o caso PT/TVI no Parlamento Europeu. Nada disso. O [...]]]></description>
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		<title>Mais um pouco de Turquia</title>
		<description><![CDATA[
Hoje no Parlamento europeu relatei ao grupo da Esquerda os resultados da visita que com o meu colega dinamarquês Søren Søndergaard fiz à Turquia. A parte mais pessoal e &#8220;reflexiva&#8221; da visita meti nas crónicas ao Público que estão no blogue aqui e aqui. A parte política está relacionada com a extinção do partido pró-curdo [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/mais-um-pouco-de-turquia/</link>
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		<title>Os jovens curdos (um epílogo)</title>
		<description><![CDATA[Os jovens curdos (um epílogo)
Ancara, Turquia. — Sehriban, Sevin, Sultan, Emel e Evran. Quatro raparigas e um rapaz. Têm menos de trinta anos. Todos são licenciados — em Química, Relações Internacionais, Comunicação Social. Pertencem todos à minoria curda, mas já não falam curdo.
A única rapariga mais religiosa — o rapaz diz-se ateu — é alevita, [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/os-jovens-curdos-um-epilogo/</link>
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		<title>Na terra de Jano</title>
		<description><![CDATA[Na terra de Jano
Istambul, Turquia. — Tento orientar-me na cidade desconhecida. Cheguei pela primeira vez há menos de vinte e quatro horas; não tenho aqui amigos; o idioma não se parece com nada que eu entenda. E, no entanto, sinto-me bastante em casa.
Istambul não é “outro mundo” — para isso, seria talvez mais fácil pegar [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/na-terra-de-jano/</link>
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		<title>Por uma cidade que se respeite</title>
		<description><![CDATA[Por uma cidade que se respeite
Uma cidade que se respeite não permite que um proprietário tenha o seu prédio degradado, a cair, abandonado, com falta de pintura, destelhado, entaipado, em risco de incêndio ou derrocada. Não permite. Ponto.
Uma Câmara Municipal digna desse nome multa, castiga, reprime o desleixo e negligência de quem for dono de [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/por-uma-cidade-que-se-respeite/</link>
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		<title>Um dia tramado no planeta</title>
		<description><![CDATA[Um dia tramado no planeta
Em Copenhaga, cinco grandes países proclamaram um acordo ineficaz com objectivos insuficientes que vai deixar países do Sul debaixo de água. O representante dos 77 países mais pobres protestou. Dizia Tucídides, no ano quatrocentos e tal antes de Cristo: “os grandes fazem o que querem; os pequenos aguentam como podem”.
Acto contínuo, [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/um-dia-tramado-no-planeta/</link>
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		<title>Governar em oposição?</title>
		<description><![CDATA[Governar em oposição?
A política portuguesa — e em particular o Governo — está em fase de negação. Sim, meus amigos, as eleições não deram uma maioria absoluta. Em particular, os eleitores desejaram que o governo para esta legislatura fosse de maioria relativa. Os eleitores disseram: “peguem nestes resultados e amanhem-se”. Não disseram: “dissolvam o parlamento [...]]]></description>
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		<title>Uma aposta simples</title>
		<description><![CDATA[Ora acontece que só temos um planeta para gastar. Se dermos cabo dele nos próximos tempos, acabou-se a brincadeira.
Quando não temos conhecimento perfeito sobre os resultados possíveis de uma nossa acção, decidimos com base em probabilidades e riscos. Altas probabilidades de baixos riscos, por exemplo, tornam a inacção apetecível. Altíssimos riscos, mesmo em baixas probabilidades, [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/uma-aposta-simples/</link>
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		<title>Os novos anti-semitas</title>
		<description><![CDATA[Quando decidiu passar à acção, assassinando milhares de pessoas num dos edifícios mais conhecidos do mundo, Mohammed Atta sabia muito bem o que estava a destruir.
Mohammed Atta, o terrorista que espetou o primeiro avião contra as torres gémeas de Nova Iorque, era diplomado em urbanismo, com uma tese de mestrado sobre uma das cidades mais [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/os-novos-anti-semitas/</link>
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		<title>Nada é permanente</title>
		<description><![CDATA[Os pais — e mães — da Europa, eram visionários de linguagem clara que insistiam em ser compreendidos
Quem disse que a União Europeia não é rápida quando calha? Na segunda-feira pude pela primeira vez escrever sobre um acordo entre a UE e os EUA, de que a maior parte dos cidadãos nunca ouviu falar, e [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/nada-e-permanente/</link>
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		<title>Coisas que acontecem nas nossas costas [versão longa]</title>
		<description><![CDATA[[Texto do acordo UE-EUA, conforme fuga para a imprensa alemã, aqui.]
[Para seguir notícias actualizadas sobre este assunto vão consultando o meu twitter.]
Deixem-me contar-vos uma história.
Pode ser que ao aceder à sua conta bancária na internet, caro leitor ou leitora, já tenha reparado na abreviatura SWIFT. Este é o nome de uma empresa — na verdade, [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/coisas-que-acontecem-nas-nossas-costas-versao-longa/</link>
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		<title>Um país de sucata</title>
		<description><![CDATA[O valor de negócio teria o tamanho de uma melancia; o valor da corrupção activa teria o tamanho de uma tangerina; o valor da justiça teria o tamanho de uma ervilha.
Às vezes tenho ideias para uns gráficos. Imaginem quando o empreiteiro Domingos Névoa foi condenado a uma multa de cinco mil euros depois de ter [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/um-pais-de-sucata/</link>
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		<title>O Sacro Império Romano-Germânico</title>
		<description><![CDATA[a União parece ser mais um clube de governantes e nem sequer um clube de estados.
Há dois caminhos para a União Europeia: ser uma democracia ou ser um clube de governos.
(E depois, como de costume nestas coisas, há também um terceiro caminho: mas já lá vamos.)
Se a União, com os seus 500 milhões de habitantes, [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/o-sacro-imperio-romano-germanico/</link>
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		<title>Uma sugestãozinha</title>
		<description><![CDATA[Agora, o que temos? Duas pessoas livres e adultas, que presumivelmente se amam, e que desejam casar. Por que raio vou eu decidir?
Sempre a trocar os olhos ao adversários, estes opositores ao casamento “gay”. Se bem me lembro, o casamento entre pessoas do mesmo sexo era uma coisa tão irrelevante que o país não deveria [...]]]></description>
		<link>http://ruitavares.net/textos/uma-sugestaozinha/</link>
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		<title>De Sócrates a Maquiavel</title>
		<description><![CDATA[As escutas que têm inquietado o país, porém, não são escutas a José Sócrates; são escutas com José Sócrates — escutas nas quais ele aparece.
Não; o primeiro-ministro não é um cidadão comum. Faz todo o sentido que tenha — no exercício do seu cargo — certos privilégios que os cidadãos comuns não têm. Por isso, [...]]]></description>
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		<title>Pombal e a censura iluminista</title>
		<description><![CDATA[9ª Conferência
18 de Novembro de 2009 &#124; 21H30
AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE OEIRAS

Pombal e a censura iluminista
por Rui Tavares 
Moderação: Paula Moura-Pinheiro 
Entrada Livre
Informações: Câmara Municipal de Oeiras
Biblioteca Municipal de Oeiras
Telf: 21 440 63 36  e-mail: ana.jardim@cm-oeiras.pt
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		<title>Antes que seja tarde</title>
		<description><![CDATA[A ideia de sermos um país fundamentalmente corrupto pode ser tão ilusória como a de sermos um país fundamentalmente honesto, mas as suas consequências são incomparáveis.
Há algum tempo — há quanto tempo, meu Zeus, já nem me lembro — era possível acreditar num Portugal fundamentalmente honesto.  Não seria um país incorruptível; apenas não era [...]]]></description>
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		<title>O continente dos entretantos</title>
		<description><![CDATA[Mas no continente dos entretantos, recordemos por que Tony Blair seria a pior coisa a acontecer à Europa.
Ah, Bruxelas! — onde a Europa é mais isto: cinzenta, com um friozinho apreciável e negociada até ao tutano em reuniões arrastadas sob luzes fluorescentes que se destinam a equalizar os rostos dos presentes entre aqueles que já [...]]]></description>
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		<title>A errância</title>
		<description><![CDATA[A relação entre os humanos e o deus do Antigo Testamento &#8211; como diz Saramago &#8220;nem ele nos entende, nem nós o entendemos a ele&#8221;
Chego à polémica sobre o novo livro de José Saramago com mais de uma semana de atraso.
Espero que me perdoem. Aproveitei para ler o livro.
Sim, eu sei que não era propriamente [...]]]></description>
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		<title>Era uma vez três rapazes</title>
		<description><![CDATA[Com três autores — Fausto, Sérgio Godinho, José Mário Branco — o jogo pode ser levado mais longe. Eles tornam-se numa espécie de prisma da história.
Mudou a hora, e um país outonal como o nosso reencontra-se com o seu clima interior. Quem nos vê a partir de fora poderá surpreender-se; afinal o Sol, e o [...]]]></description>
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		<title>Diálogo sobre máquinas azaradas</title>
		<description><![CDATA[Vítor Dias pergunta-me o seguinte no Tempo das Cerejas sobre o caso do não-voto do PCP que no Parlamento Europeu ajudou a salvar Berlusconi:
«Lida a notícia e atentos os factos, só me apetece fazer uma pergunta: mas porque é que uma personalidade como Rui Tavares, antes de abrir a boca e começar a espadeirar publicamente [...]]]></description>
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		<title>Uma afegã</title>
		<description><![CDATA[Desde que nasci que ouço falar do Afeganistão. E creio que só agora estou a ouvir uma afegã — mulher, democrática, e muito corajosa — dizer o que não se deve fazer à sua terra.

Em todas as guerras acontece isto: a morte de um soldado ocidental, particularmente no início, merece primeira página nos jornais e [...]]]></description>
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