Na minha crónica eu sugeria que só faria sentido escolher uma ou outra como saída para a crise se fosse refutada uma primeira possibilidade, a que chamei de “A Grande Valorização”: valorização do capital humano, do perfil produtivo, do território e dos ativos nacionais, com a condição sine qua non da revalorização democrática, pois só uma sociedade mobilizada se consegue valorizar. Desde a Primavera de 2007 que sigo quotidianamente o “Ladrões de Bicicletas”, blogue formado por alguns dos nossos melhores economistas. No Outono de 2008, frustrado com o comentário sobre a crise que então rebentou, publiquei uma lista de gente a ler para quem quisesse informar-se bem e entender o que vinha a seguir. O primeiro nome dessa lista era o do economista João Rodrigues. Cinco anos depois e o “Ladrões de Bicicletas”, bem como o João Rodrigues, continuam a ser os melhores guias em matéria de economia política. Com um bónus: agora o João Rodrigues é um amigo e discorda de mim, como se pode entender por um texto que publicou ontem em resposta a uma crónica minha chamada “A Grande Valorização”. O meu ponto de partida era o seguinte.