A União Europeia está muitas vezes condenada antes de ser julgada, e eu queria evitar isso nessa crónica, então esperei por uma série de audições parlamentares para ter uma oportunidade de ser mais justo. Ouvi e questionei, entre outros, a Comissária dos Assuntos Internos e o Secretário-Geral dos Assuntos Externos, ou seja, os números 1 e 2 para o que se passa dentro e fora de fronteiras da União. O assunto era, evidentemente, a “revolução árabe” e as suas consequências. O meu veredito?
Bem, os responsáveis tentam esforçadamente dar a impressão de que, desta vez, não querem ficar aquém do desafio. E apresentam-nos números, números de guardas fronteiriços e de patrulhas, e medidas preparatórias, para mostrar que estão preparados.
Mas como sempre, os responsáveis europeus estão preparados para a crise do passado, e nunca para a do presente. Para nos impressionar, dão-nos o mesmo, mas em maior.
Vejamos: perante a situação na Líbia, e em resposta à pressão da Itália, a Comissão Europeia apresenta-nos uma operação fronteiriça. Uma operação grande, inflacionada e, se for preciso, até gigante, mas uma operação fronteiriça. O trivial em grande e, no entanto, completamente ao lado do alvo.
E, no entanto, a realidade está aí: Continuar a ler ‘Do mesmo, mas em maior’





