Estão por isso errados todos aqueles que pensam que a solução passa apenas por dar um toque, aqui ou acolá, no desenho institucional da Europa. O grande problema da Europa é de democracia — de fundar ou refundar a futura democracia europeia — e, enquanto não resolvermos esse problema, dificilmente resolveremos qualquer dos muitos outros.
Vamos imaginar que Durão Barroso era um líder político de visão, capaz de apresentar uma estratégia para dar a volta a esta crise e com ela conquistar a confiança dos cidadãos europeus.
Sim, eu sei. É um esforço desumano para uma segunda-feira.
Mas vamos ao menos imaginar que ele seria capaz de convencer os líderes europeus a assentarem numa estratégia coordenada e coerente, mesmo que não fosse a dele. Por outras palavras: que Durão Barroso não chegasse a ser um Barack Obama mas que ao menos conseguisse ser um Jacques Delors. Que tal?









