[Público 25 abril 2007]
Dias destes, meus queridos amigos, há muito poucos na história de um país, e a pouquíssimos é dada a oportunidade de vivê-los.
A pergunta com que se começa é sempre: como escolher as palavras? É a pergunta que eu me faço, que sou forçado a fazer-me, mas em cada texto ela é mais implícita do que explícita. Hoje essa pergunta tem uma forma e uma personagem concreta.
Há trinta e três anos, em plena confusão do Largo do Carmo, pediram a Francisco Sousa Tavares que escolhesse as palavras.





