Arquivo mensal para Abril, 2006

Cândido

Na impossibilidade de Voltaire estar presente (e a Câmara Municipal de Lisboa também escusa de lhe escrever a felicitar pelo livro) caber-me-á apresentar o seu Candide, ou l’Optimisme numa tradução que eu mesmo fiz para língua portuguesa, e que acompanhei de notas e um pequeno estudo. Se o prazer que dá traduzir o Cândido for bom indicador para o prazer que dá lê-lo, os leitores não perderão o seu tempo.

Mas há mais. A Tinta da China fez uma bela edição e pediu à Vera Tavares que a acompanhasse das suas ilustrações primorosas.

Se quiserem aproveitar para conversar um bocadinho, passem pelo lançamento nas comemorações do Dia Internacional do Livro. No próximo domingo, dia 23 de Abril, pelas 18h30 na FNAC Chiado.

Matança de Lisboa – 500 anos

Amanhã relembra-se o massacre de mais de quatro mil lisboetas, nos dias 19, 20 e 21 de 1506. As vítimas foram na sua maioria judeus, convertidos à força, mal-baptizados, cristãos-novos, suspeitos de judaízarem às escondidas, ou pessoas que os assassinos tomavam por pertencer a qualquer destas categorias.

Seguindo a sugestão do Nuno Guerreiro n’A Rua da Judiaria estarei no Rossio, esta quarta-feira, para acender uma vela em memória desses nossos antepassados. Pode ser a qualquer hora, mas (segundo me dizem) será às 19h00 que mais gente estará no local.

Para mim, pessoalmente, será também um voto de esperança numa Lisboa com memória, acolhedora e generosa para com as suas minorias. No passado e, cada vez mais, no futuro.

Deixo a seguir o meu texto do Público sobre este assunto.

Continuar a ler ‘Matança de Lisboa – 500 anos’

Hipocrisia, masturbação, literatura e política

Um dia destes, no Livro Aberto [RTP-N, 23h00], uma conversa entre Francisco José Viegas, Pedro Mexia e este vosso criado. Os temas são os listados acima. As minhas desculpas pelas informações incorrectas numa versão anterior desta entrada. Mais informações em breve.